Heróis nos Jogos: Mulher-Gato - Análise
Existe uma dificuldade muito particular em transformar a Mulher-Gato em uma protagonista de videogame. Não porque Selina Kyle não tenha o que oferecer, mas justamente porque ela sempre pareceu funcionar melhor quando não precisava se encaixar completamente em nenhuma definição. Heroína, vilã, ladra, aliada, inimiga, interesse amoroso. A Mulher-Gato sempre esteve em algum lugar entre essas coisas, e talvez seja justamente essa indefinição que faça dela uma personagem tão interessante. Durante muito tempo, porém, os videogames pareceram não saber muito bem o que fazer com ela. Nas primeiras aparições em jogos, Selina frequentemente existia em função do Batman. Era uma adversária, uma personagem secundária ou uma presença associada à narrativa do herói. Mesmo quando tinha alguma participação relevante, era difícil sentir que estávamos realmente jogando como a Mulher-Gato. Ela estava ali, mas ainda não tinha uma linguagem própria. Isso começa a mudar quando os jogos passam a entender que t...