Forbidden Fruits - Crítica
“Forbidden Fruits” é o tipo de filme que entende perfeitamente a própria proposta e justamente por isso consegue funcionar tão bem dentro do caos que cria. É uma obra que abraça o exagero, a estranheza e o desconforto sem tentar se justificar o tempo inteiro, e talvez seja exatamente isso que a torna tão interessante. A abordagem das bruxas aqui foge daquela imagem clássica e fantasiosa que o cinema costumava construir durante anos. O filme parece muito mais interessado em explorar o cultuamento, a obsessão coletiva e a maneira como figuras femininas acabam transformadas em símbolos quase místicos dentro da cultura atual. Existe algo muito contemporâneo na forma como a narrativa mistura espiritualidade, estética, influência e poder. As bruxas de “Forbidden Fruits” parecem menos criaturas sobrenaturais e mais reflexos de uma geração obcecada por identidade, pertencimento e idolatria. E a estética do filme entende isso perfeitamente. Tudo ali parece propositalmente exagerado, quase artif...