Sweeney Todd - Crítica
Poucos musicais mergulham tão fundo na escuridão quanto Sweeney Todd. Enquanto muitos associam o gênero a romance, brilho e emoção grandiosa, a adaptação de Tim Burton para Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street caminha na direção oposta: transforma o musical em um espetáculo de sangue, luto, obsessão e degradação moral. É um filme em que a música não nasce do encantamento, mas da dor. Do ressentimento. Da injustiça que apodrece por dentro. E talvez seja justamente por isso que Sweeney Todd seja tão fascinante. Ele usa a estrutura do musical para contar uma tragédia onde não existe redenção verdadeira apenas perda, violência e o eco de uma humanidade destruída. A história acompanha Benjamin Barker, barbeiro injustamente condenado e separado da esposa e da filha por um juiz corrupto. Anos depois, ele retorna a Londres sob o nome de Sweeney Todd, consumido pela necessidade de vingança e incapaz de existir para além dela. A partir daí, o filme deixa claro que não está interessado ...