Super Girl - Crítica

Depois do ótimo começo do novo Universo DC com Superman, as expectativas para Supergirl eram naturalmente altas. O novo filme tinha a missão de provar que a DC não dependia apenas do Homem de Aço para manter o bom momento da franquia. O resultado, porém, é um longa competente, mas que fica aquém do seu antecessor.

O grande destaque é Milly Alcock. A atriz entrega uma Supergirl muito diferente das versões anteriores: mais impulsiva, traumatizada e emocionalmente complexa. Sua interpretação transmite o peso de alguém que presenciou a destruição de Krypton e ainda tenta encontrar seu lugar no universo. É uma personagem imperfeita, e justamente por isso interessante. 

Visualmente, o filme apresenta cenários espaciais criativos e uma atmosfera que se distancia da Terra, explorando um lado mais sombrio e aventureiro da DC. A direção de Craig Gillespie busca um tom mais maduro, enquanto a narrativa baseada na HQ Supergirl: Woman of Tomorrow aposta em uma jornada de vingança, justiça e amadurecimento. 

O problema está no roteiro. Em diversos momentos, a história parece perder o ritmo, alternando boas cenas dramáticas com sequências de ação pouco inspiradas. Alguns personagens secundários não recebem o desenvolvimento necessário e certas decisões narrativas impedem que a trama alcance todo o seu potencial. Diversos críticos apontaram justamente essa irregularidade como a principal fraqueza do filme. 

Jason Momoa, em sua participação como Lobo, rouba a cena sempre que aparece. Seu carisma e senso de humor ajudam a equilibrar o clima mais pesado da história e deixam um gostinho de “quero mais”. Já Krypto continua sendo um dos personagens mais carismáticos do novo DCU e conquista o público em praticamente todas as suas aparições. 

No fim, Supergirl não é um desastre, como parte da repercussão nas redes sociais pode fazer parecer. Também não alcança o mesmo impacto de Superman. É um filme que funciona principalmente por causa de sua protagonista, mas que é limitado por um roteiro inconsistente e um desenvolvimento irregular.

Supergirl amplia o universo da DC e apresenta uma heroína promissora para o futuro da franquia. Ainda que não seja um voo perfeito, mostra que Milly Alcock tem todas as qualidades para se tornar uma das principais figuras do novo DCU — desde que os próximos filmes entreguem histórias à altura de seu talento.


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