Wicked: For Good (2) - Crítica
Wicked: For Good tinha uma missão quase impossível: entregar a segunda metade de uma das adaptações musicais mais hypadas dos últimos anos sem perder a força emocional do primeiro filme. E mesmo sendo mais irregular, consegue acertar justamente no que mais importa: o fim da relação entre Elphaba e Glinda.
O filme abandona boa parte daquela sensação mágica e universitária da primeira parte para entrar num tom muito mais político e melancólico. Agora, Oz já vê Elphaba como a grande vilã, enquanto Glinda vira praticamente um símbolo de propaganda do governo do Mágico. Essa mudança deixa tudo mais pesado, mas também mais interessante.
De novo, o coração do filme está em Cynthia Erivo e Ariana Grande. Cynthia continua absurda como Elphaba, principalmente nos momentos mais dramáticos, enquanto Ariana surpreende ainda mais aqui, porque Glinda deixa de ser só a personagem engraçada e finalmente ganha conflitos reais. A amizade das duas continua sendo o que faz tudo funcionar.
Visualmente, o filme ainda é gigantesco. Os cenários, figurinos e números musicais continuam muito bonitos, mas dessa vez existe uma sensação mais sombria em tudo, como se Oz estivesse literalmente desmoronando junto das personagens.
Só que dá pra sentir um problema que muita gente já criticava no segundo ato do musical original: a história tenta conectar tudo com The Wizard of Oz de maneira meio corrida. Algumas partes parecem aceleradas demais, enquanto outras ficam longas sem necessidade. Muita gente saiu do cinema achando que o primeiro filme tinha um equilíbrio melhor.
Mesmo assim, quando Wicked: For Good acerta, ele acerta MUITO. O final tem um peso emocional enorme, principalmente pra quem acompanhou toda a trajetória das personagens desde Shiz. É aquele tipo de conclusão amarga, bonita e melancólica que fica na cabeça depois dos créditos.
Talvez não tenha o mesmo impacto mágico do primeiro Wicked, mas funciona como um encerramento emocionalmente forte para essa história. E honestamente? Depois de tantos musicais esquecíveis no cinema, ver uma produção desse tamanho tratando amizade, política e preconceito com tanta emoção ainda é algo muito raro.
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